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IGREJA X POLÍTICA: o que as aproxima?

 

Em razão do ano eleitoral que estamos vivendo e de tantos desmandos que temos acompanhado todos os dias pela TV e jornais de nosso país, surge uma interrogação: O que eu, cidadão brasileiro, cristão católico, posso fazer para fomentar a mudança da realidade triste e vergonhosa em que estamos inseridos hoje, no contexto político-social?

Sonhamos com um mundo melhor, uma sociedade mais justa e solidária, comprometida com a minimização das desigualdades sociais e o bem estar do povo. Contudo meus irmãos parece-nos realmente, que isso não passa de um sonho, uma utopia. Pois quando se trata de fazermos algo concreto, parece que é mais fácil ficarmos sentados no nosso sofá e continuar a assistir o que já estamos carecas de saber.

Não que nós estejamos totalmente confortáveis e tranqüilos quanto ao futuro da nossa cidade, do nosso país; mais isso não nos incomoda tanto assim a ponto de nos fazer levantar e buscar alternativas para mudanças. Afinal, a maioria de nós não está morando nas ruas, expostos a todos os riscos, nem pedindo esmolas para  manter-se sobrevivendo; nem tão pouco nossos filhos estão dependendo do ensino público para se formar e muito menos temos algum familiar no presídio, dividindo um espaço com mais 39 pessoas, quando era somente para mais 7.

Sendo assim, até que alguma desgraça nos surpreenda verdadeiramente

e tire a nossa paz, deixa-se como está e seguimos reclamando e falando mal da política e dos nossos políticos. Pois, preferimos não nos envolver com algo que soa tão sujo. É melhor nos mantermos distantes de qualquer possibilidade de nos contaminarmos. Omitimos-nos e cruzamos os braços. Mas continuamos sonhando com um mundo melhor...

Ora, quanta demagogia e comodismo!!! E ainda temos coragem de nos intitularmos cristãos católicos e acharmos, só porque participamos da Missa aos Domingos,  já estamos dando o nosso testemunho e, portanto, com a nossa missão cumprida. Enquanto isso as outras denominações religiosas, elegem seus candidatos, seus irmãos; aqueles que vão estar no poder decidindo por “nossos interesses”.

Vejamos o que nos diz sobre este assunto, João Paulo II em sua Exortação ApostólicaChristifideles Laici”: “Só se faz justiça com amor e serviço. [...] Portanto, os fiéis leigos não podem absolutamente abdicar da participação na política, ou seja, da múltipla e variada ação econômica, social, legislativa, administrativa e cultural, destinada a promover orgânica e institucionalmente o bem comum. [...] As acusações de arrivismo, idolatria de poder, egoísmo e corrupção que muitas vezes são dirigidas aos homens do governo, do parlamento, da classe dominante ou partido político, bem como a opinião difusa de que a política é um lugar de necessário perigo moral, não justificam minimamente nem o ceticismo nem o absenteísmo dos cristãos pela coisa publica.

Pelo contrário, é muito significativa a palavra do Concílio Vaticano II: ‘A Igreja louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, a serviço dos homens. ’ [...] Além disso, uma política em favor da pessoa e da sociedade encontra a sua linha constante de ação na defesa e na promoção da justiça, entendida como ‘virtude’ para qual todos devem ser educados e como ‘força’ moral que apóia o empenho em favorecer os direitos e os deveres de todos e de cada um, na base da dignidade pessoal do ser humano. [...] A Constituição Gaudium et spes ressalta que: ‘É de grande importância, sobretudo onde existe uma sociedade pluralista, que se tenha uma concepção exata das relações entre a comunidade política e a Igreja, e ainda se distingam claramente as atividades que os fiéis, isoladamente ou em grupo, desempenham em próprio nome como cidadãos guiados pela sua consciência de cristãos, e aqueles que eles exercem em nome da Igreja e em união com o seus pastores. A Igreja que em razão da sua missão e competência, de modo algum se confunde com a sociedade nem está ligada a qualquer sistema político determinado, é, ao mesmo tempo, o sinal e salvaguarda da transcendência da pessoa humana’, Simultaneamente – e hoje sente-se-o com urgência e responsabilidade -, os fieis leigos devem dar testemunho daqueles valores humanos e evangélicos que estão intimamente ligados à própria atividade política, como a liberdade e a justiça, a solidariedade, a dedicação fiel e desinteressada  ao bem de todos, o estilo simples de vida, o amor preferencial pelos pobres e pelos últimos.”

O documento de Aparecida, ao se referir sobre os discípulos e missionários na vida pública, diz: “A realidade atual de nosso continente manifesta que existe ‘uma notável ausência, no âmbito político, comunicativo e universitário, de vozes e iniciativas de líderes católicos de forte personalidade e vocação abnegada que sejam coerentes com suas convicções éticas e religiosas’”.

O Documento do Celam (Puebla) - faz referencia a Evangelização e Política, afirmando que: “ A fé cristã não despreza a atividade política; pelo contrario, a valoriza e a tem em alta conta.”  Nesse mesmo sentido, o Concilio Vaticano II, ao discutir essas questões, colocou enfaticamente: “ A Igreja considera dignas de louvor e consideração as pessoas que se colocam a serviço dos outros, consagrando-se ao bem da coisa pública e assumindo os encargos destas funções”.

E diz mais: “Os fieis, na comunidade política, sintam-se chamados a dar especialmente o exemplo de uma atuação segundo sua consciência, que os obriga a prestar serviço ao bem comum, de tal forma que demonstrem, com fatos de que maneira é possível compor a autoridade com a liberdade, a iniciativa pessoal coma integração na comunidade e com a atenção às necessidades comuns, a unidade com a riqueza da diversidade. [...] A educação cívica e política, tão necessária hoje em dia, especialmente para os jovens, deve ser ministrada de modo a que todos possam exercer o seu papel na comunidade política. Os mais aptos a exercer as difíceis, mas nobilíssimas funções publicas, preparem-se para fazê-lo, porém, não em benefício próprio ou por ambição econômica. Lutem honesta e prudentemente contra a injustiça e a opressão, contra o domínio arbitrário de um só homem ou de um só partido e contra toda forma de intolerância. Dediquem-se ao bem de todos com sinceridade, eqüidade e até com amor, e com coragem política.”

Portanto, irmãos, não sejamos omissos. Deixemos de sonhar apenas, e nos tornemos agentes ativos na construção de uma cidade melhor, um Estado melhor, uma Nação melhor e quem sabe, um mundo melhor, com o nosso testemunho vivo, de Igreja que somos.

 

Elvira Sousa

G.O.J.P. II – RCC

Paróquia São Paulo Apóstolo

Renascença II

18/9/2008

 

 

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