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Grupo de Oração João Paulo II

A Palavra de Ordem é: Evangelização.

Em tempos de guerras, onde impera o individualismo exacerbado, a luta pelo ter e pelo poder, o sexo sem limites, a violência desenfreada, as pessoas se distanciam cada vez mais umas das outras; o planeta está em degradação, as famílias sem base se esfacelam ao primeiro sinal de ameaça. A vida corre perigo. O que nos falta? O que fazer? Que direção tomar? Estas e outras questões têm assolado a nossa mente e a nossa alma, “ roubando” a nossa paz.

Não estaria nos faltando Amor: o conhecimento dessa Palavra e a sua prática? E o que é o amor? O Amor é o que Cristo veio nos ensinar e nos exortar a cumprir. O Amor é a Palavra viva que se encarnou  e habitou no meio de nós: Jesus Cristo, o Filho de Deus e da Virgem Maria, pelo Espírito Santo.

O apóstolo Paulo em sua carta aos Coríntios, de forma singular, nos ensina que ainda que  falemos línguas, as dos homens e as dos anjos, se não tivermos amor seremos como o bronze que soa ou como o címbalo que tine (ICr 13,1). Ou seja, se não temos a chama do Deus vivo em nosso coração, seremos improdutivos, estéreis.

Se o Amor de Deus não é a nossa mola propulsora o mundo jaz nas trevas. É preciso falar do Amor de Deus, anunciar a Boa-Nova, como fez nosso querido São Paulo: com fé, destemor, ousadia, compromisso, paixão e confiança total em Deus; pois como Paulo, haveremos de dizer: “ porque eu sei em quem depositei a minha fé”(IITm 1,12).

Sejamos ousados e anunciemos o Evangelho de Cristo com todo ardor, com toda paixão como fez nosso padroeiro. Não nos acovardemos diante das dificuldades, nem nos acomodemos no conforto e segurança de nossas casas. Será que estamos, de fato, tão seguros e confortáveis em nossas casas? Não! Absolutamente, não! O inimigo nos rodeia como leão a rugir, procurando a quem devorar (IPd 5,8); é preciso estarmos atentos, vigilantes em oração e alicerçados na Palavra do Senhor.

E nós, a quem o Senhor já revelou a verdade, não podemos nos calar, pois: ai de nós se não anunciarmos o Evangelho (ICr 9, 16); A nós, que muito nos tem sido dado, muito nos será pedido (Lc 12,48). Há muito que se fazer: muitas famílias, muitos casais, muitos jovens, muitas mães  esperam por cada um de nós. Saíamos em marcha, em primeiro lugar, como outrora fizera a tribo de Judá sob as ordens de Iahveh (Nm 2,9): como um grande exército em ordem de batalha, para guerrear como soldados do grande exército de Deus.

Então, tomemos a decisão de avançar em direção ao Evangelho de Cristo e ousemos anunciar a Boa-Nova; Ousemos ser missionários como São Paulo, como Maria, como Pedro e tantos outros. Sabemos quão grande é a messe e quão poucos são os trabalhadores (Mt 9,37).Contudo, também estejamos cientes de que a nossa fadiga não é vã no Senhor (ICr 15, 58).

Portanto, amados  irmãos e irmãs, não ignoremos estes ensinamentos e o apelo do Senhor. Muito há que se fazer; muitos esperam por nós, pois: como poderiam invocar aquele em quem não creram? E como poderiam ouvir sem pregador? E como podem pregar se não forem enviados? (Rm 10, 14).

O Senhor nos chama, nos envia e nos capacita. Que cada um de nós tenha o coração e o espírito cheio do temor à Palavra, e do desejo de anunciar, a ponto de dizer como no canto ao profeta Jeremias: [...] Tenho de gritar, tenho de anunciar, ai de mim se não o faço; como escapar de ti, como calar se tua voz arde em meu peito[...]. E [...] Quão maravilhosos  os pés dos que anunciam boas notícias (Rm 10,15).

 

Paz e Fogo!

 

Elvira Sousa  (GOJP II - RCC)

                                                                                   20/6/ 2008